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Nicotina e seus efeitos na saúde



Cigarro: presença nociva da nicotina

Introdução

Muitos fumantes acreditam que o cigarro ajuda a relaxar, mas, o que de fato acontece, é que a nicotina torna o movimento dos músculos mais lentos.

Dentre seus inúmeros malefícios, esta substância diminui a atividade do sistema nervoso autônomo (que controla funções como a respiração, circulação do sangue, controle de temperatura, digestão e o equilíbrio das funções de todo o corpo).

Mais informações sobre a nicotina

Da mesma forma que o álcool pode dar a ilusão de ser estimulante quando na verdade não o é, a nicotina dá uma falsa impressão de relaxamento, contudo, o que de fato ela faz é deixar o indivíduo se sentindo mais inativo.

Para entendermos melhor como isto ocorre, é necessário compreendermos como nossas células nervosas (neurônios), trabalham.

Responsáveis pela condução do impulso nervoso, os neurônios atuam da seguinte forma: Por exemplo, quando queremos levantar o braço, o cérebro envia um pequeno impulso elétrico através dos milhares de neurônios existente no cérebro humano, até que este, finalmente chegue aos músculos do braço.

Quando o impulso nervoso alcança o final da célula nervosa ele pára, entretanto, este processo gera uma química especial chamada neurotransmissor (os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios, por meio das quais, eles podem enviar informações a outras células).

Os neurotransmissores seguem em direção a uma determinada região muscular, onde alcançam os receptores das células musculares, que levam a uma resposta biológica, que, neste caso, é o ato de levantar o braço.

O que a nicotina faz é interferir neste processo bloqueando os neurotrasmissores reais, pois suas moléculas possuem uma forma bastante parecida com a dos neurotransmissores, desta forma, elas podem se dirigir aos receptores muito facilmente; contudo, elas passarão somente metade da informação enviada pelo cérebro.

Resultado: A pessoa ainda continuará a levantar o braço, mas já não fará isso tão facilmente, pois precisará fazer um esforço maior do que faria sem a interferência da nicotina.

Um dos sintomas da abstinência da nicotina é a ansiedade e o nervosismo, que ocorrem devido ao aumento dos impulsos nervosos enviados pelo cérebro em decorrência da interferência que foi gerada por ela, pois, uma vez que a nicotina transmitia somente metade da informação enviada pelo cérebro, este passou a enviar impulsos nervosos mais fortes. Desta forma, ainda no exemplo do braço, a pessoa não precisou fazer tanto esforço para levantá-lo.

É importante ressaltar que a inquietação gerada naqueles que deixaram de fumar ocorre devido à ausência da nicotina, pois, sem ela, os músculos passam novamente a receber a informação completa do cérebro, sendo assim, respondem mais facilmente e com mais energia.

As pessoas que deixam o tabagismo, costumam também se queixar de um aumento na irritabilidade, mas o que muitos acabam nem percebendo é que a ausência da nicotina também os torna mais felizes e satisfeitos. O fato é que quando se deixa de fumar, todas as emoções ficam mais intensas, não somente as ruins.